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SEIS CANTORAS
Em comemoração ao dia Internacional da Mulher a Alvo lista as seis cantoras destaques do mundo da música. Claro que essa lista poderia ser infinita, visto contribuição das mulheres para música ao longo do tempo, aqui, listamos apenas seis seja pelo trabalho criativo, pelo engajamento social ou por ter contribuído para a cultura musical. A Alvo deseja parabéns e felicidades à todas as mulheres do mundo, a Terra sem vocês seria preto e branco, frio e incompleto, obrigado por existirem.
Chiquinha Gonzaga

Compositora, instrumentista, regente. Rio de Janeiro, RJ, 17/10/1847–idem, 28/02/1935. Maior personalidade feminina da história da música popular brasileira e uma das expressões maiores da luta pelas liberdades no país, promotora da nacionalização musical, primeira maestrina, autora da primeira canção carnavalesca, primeira pianista de choro, introdutora da música popular nos salões elegantes, fundadora da primeira sociedade protetora dos direitos autorais, Chiquinha Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, filha do militar José Basileu Neves Gonzaga e de Rosa Maria de Lima. Por desafiar os padrões familiares da época, sofreu fortes preconceitos. Aperfeiçoou-se com o pianista português Artur Napoleão (1843-1925). Sua vontade de musicar para teatro levou-a a escrever partitura para um libreto de Artur Azevedo, Viagem ao Parnaso. A peça foi recusada pelos empresários. Outras tentativas fracassaram, até que conseguiu, em 1885, musicar a opereta de costumes A Corte na Roça, encenada no Teatro Príncipe Imperial. Em 1889 promoveu e regeu, no Teatro São Pedro de Alcântara, um concerto de violões, instrumento estigmatizado àquela época. Foi uma ativa participante do movimento pela abolição da escravatura, vendendo suas partituras de porta em porta a fim de angariar fundos para a Confederação Libertadora. Site: www.chiquinhagonzaga.com
Nina Simone

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 — Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, a "música do diabo", nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963. Nina esteve duas vezes no Brasil, e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003.
Elis Regina

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. Foi apelidada por Vinícius de Moraes de Pimentinha. É considerada por boa parcela de músicos e público como uma das maiores cantoras de todos os tempos da MPB. O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o "fino da bossa nova", firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e 'popularesco' que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco. Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas[4] (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira. Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro. Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.
Bebel Gilberto

Bebel Gilberto (Isabel Gilberto de Oliveira, Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora e compositora brasileiro-americana. Filha de João Gilberto e Miúcha, Bebel nasceu em Nova York, onde seus pais moravam. Começou a cantar cedo, participando de coros infantis em discos e musicais como Saltimbancos e Pirlimpimpim. Depois de algumas tentativas de carreira solo no Brasil durante a década de 80, quando compôs ao lado de Cazuza, Dé e outros nomes do pop/rock nacional e chegou a lançar um EP pela Warner (com Mais Feliz, Eu Preciso Dizer que Te Amo e outras), mudou-se para Nova York em 1991. Revezando-se entre os Estados Unidos e a Inglaterra, trabalhou com David Byrne, Arto Lindsay e DJ Towa Tei (do grupo Deee-Lite), sempre procurando fundir sua bossa nova natal a novos processos e concepções musicais.
Seu primeiro disco solo, Tanto Tempo, foi lançado em 2000 pelo selo Ziriguiboom, da gravadora belga Crammed, e despontou nas paradas de sucesso internacionais da categoria World Music. Tanto Tempo, produzido pelo iugoslavo radicado no Brasil Suba — que morreu pouco antes do lançamento do disco — traz regravações de clássicos bossanovísticos como Samba da Bênção (Baden Powell/ Vinicius de Moraes) e músicas de seu tio Chico Buarque (Samba e Amor), além de uma versão produzida por João Donato de Bananeira (Donato / Gilberto Gil) e composições inéditas.
Em 2001, Bebel lança Tanto Tempo Remixes, uma compilação de remixes, ou reinterpretações, das músicas de Tanto Tempo. Dentre os artistas que remixaram Bebel está o brasileiro Monoaural de Kassin e Berna Ceppas.
Depois de vender mais de um milhão de cópias no mundo e ser ovacionada pela crítica e pelo público internacional, Bebel Gilberto volta à cena com um álbum epônimo. O cd, lançado pela Universal Music, em 2004, contou com produção do inglês Marius de Vries, que já trabalhou com estrelas como Annie Lennox e Madonna. No disco, Bebel mescla instrumentação acústica e recursos eletrônicos refinados, criando uma fusão moderna e sofisticada de Bossa Nova e música pop. Esse trabalho marca a evolução musical da cantora, que mostra também ter conquistado maturidade como compositora, ao co-assinar 12 canções no disco. Entre os destaques do CD estão as faixas Aganjú, Every Day You´ve Been Away e Cada Beiju.
Ainda em 2004, Bebel Gilberto recebeu o prêmio britânico Mobo (Music of Black Origin), na categoria World Music. Seu último trabalho é Bebel Gilberto Remixed, um álbum que traz versões remixadas de canções do disco Bebel Gilberto e seis canções bônus, assinadas por nomes como Tom Middleton, Guy Sigsworth e Telefon, DJs que já trabalharam com Ninie Inch Nails e Bjork.
Cássia Eller

Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001) foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa. Caracterizada pela voz grave e o ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Mutantes, Beatles e Nirvana. Sua versatilidade artística era ainda mais abrangente: cantou ópera, tocou surdo em um grupo de samba. Contudo, apenas em 1989 sua carreira decolou. Cássia, ajudada por um tio seu, gravou uma fita demo com a música "Por enquanto" da autoria de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, resultando na contratação de Cássia pela gravadora e sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab". Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomendada, singulares, personalizadas. Sua versatilidade artística era ainda mais abrangente: cantou ópera, tocou surdo em um grupo de samba. Contudo, apenas em 1989 sua carreira decolou. Cássia, ajudada por um tio seu, gravou uma fita demo com a música "Por enquanto" da autoria de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, resultando na contratação de Cássia pela gravadora e sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab". Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomendada, singulares, personalizadas. Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três canções das que gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco chamado Cássia Eller (1990 - LP / vendagem: 60.000 cópias, devida ao sucesso da faixa "Por Enquanto" de Renato Russo), "Eles" (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (autoria dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos) no segundo disco intitulado O Marginal (1992). Era homossexual e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão). Em 13 de janeiro de 2001, Cássia Eller apresentou-se no Rock In Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organogramo de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller; eles fizeram uma multidão de 190 mil pessoas delirarem - além da conincidência de o vocalista e guitarrista do Foo Fighters (ex-baterista do Nirvana), Dave Grohl, fazer aniversário no dia da apresentação, ser homenageado com um bolo trazido ao palco e um beijo da Cássia Eller - posteriormente, Dave Grohl declarou à imprensa que Cássia Eller e sua banda fizeram a melhor interpretação que ele conhecera até então da música "Smells Like Teen Spirit", autoria sua com Kurt Cobain e Krist Novoselic, parceiros no Nirvana.
Céu

Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente Céu,[1] (São Paulo, 17 de abril de 1980) é uma cantora e compositora brasileira de música popular. Iniciou a carreira artística em 2002. Seu trabalho traz influências tanto de música originalmente brasileira (particularmente o samba), como de hip hop, afrobeat, jazz, R&B etc.[2][3] Ela já afirmou em entrevista que não rejeita o rótulo de MPB, mas considera que ele já ficou limitado. Entrou em contato com a música ainda jovem, e aos 15 anos decidiu-se a seguir carreira na área. Chegou a gravar vocal em jingles publicitários. Aos 18 anos foi morar em Nova York, onde trabalhou em bares e teve empregos variados: faxineira, garçonete, guardadora de casacos. Em Nova York encontrou por acaso o músico Antonio Pinto,[5] que posteriormente descobriu ser um primo distante, e com quem dividiu um apartamento enquanto ele passava por problemas financeiros. Antonio Pinto juntou-se a Beto Villares— como ele produtor e compositor atuante em trilhas sonoras de filmes brasileiros — para produzir o primeiro disco de Céu. Ela é co-autora de 12 das suas 15 faixas. Foi lançado no Brasil em 2005, pelos selos Urban Jungle e Ambulante Discos (de Beto Villares), e posteriormente distribuído na América Latina pela Warner Music. Em 2007 foi lançado nos EUA (onde vendeu 30 mil discos na duas primeiras semanas) e no Reino Unido, bem como em diversos outros países, da Europa ao Japão. Nos EUA, o álbum foi lançado na série Starbucks Hear Music Debut, vendido tanto em lojas tradicionais como na rede estadunidense Starbucks; Céu foi a primeira artista estrangeira a ter um álbum nessa série. Sua música Lenda compôs a trilha sonora da novela Pé na Jaca, Malemolência compôs a trilha sonora da novela Beleza Pura da Rede Globo. Em 2005, foi considerada pela revista francesa Les Inrockuptibles como uma das 5 revelações do ano. Seu primeiro disco apareceu na primeira posição nos rankings "Heatseekers (new artist)" e "World Music", e na posição 57 do "Hot 100", todos da Billboard. Foi a mais alta posição nas paradas dos EUA já alcançada por uma artista brasileira, desde Astrud Gilberto com "Garota de Ipanema", em 1963. Em 2006 foi indicada para o Grammy Latino na categoria melhor artista revelação, e para o Prêmio Tim de Música na categoria melhor cantora. Em 2007, foi indicada para o Grammy na categoria melhor álbum de world music contemporânea, e apresentou-se na abertura dos XV Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro. O CD vendeu 25 mil cópias na Holanda e na França, e os bons números renderam shows na Europa, no Estados Unidos vendeu mais de 100 mil cópias, 15 mil só na primeira semana. Foi considerada pela Revista Época uma dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Redação Alvo
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